
Será que perdemos alguma coisa no caminho?
Por Thais Ruiz, colunista* Imagino que não sou só eu que volto de viagem sempre com alguma mudança na minha forma de olhar o mundo. Desta vez não foi diferente, mas voltei com um novo olhar para as pessoas. Tive alguns dias de folga e minha cabeça só fez pensar nas diferenças de comportamento, habilidades e capacidades que a humanidade apresenta com o passar de centenas de anos. É absolutamente intrigante olhar para construções magnânimas pensando que elas foram feitas sem auxílio de tecnologia, ou melhor, sem energia elétrica. Impossível que eu não faça uma comparação simples com as imensas dificuldades que enfrentamos diariamente buscando acabamentos bons para as obras da atualidade. É algo de pirar a cabeça pensar que subir uma geladeira nova para o primeiro andar pode gerar um desconforto imenso entre equipes e clientes e não se questionar o que foi necessário fazer para que uma cidade inteira tenha sido construída em pedra no topo de uma montanha. Como os cortes em blocos de granito foram feitos sem grandes máquinas quando ainda pegamos peças de porcelanato lascadas e instaladas na esperança de que ninguém note ou que o cliente aceite muitas













