Esta casa nasceu como canil e virou um refúgio de arquitetura essencial em Goiás

Mais do que abrigo, esta casa de campo traduz vínculo, presença e uma arquitetura que dissolve as fronteiras entre o dentro e o fora
Os brises metálicos camuflam os quartos de hóspedes e criam um jogo de luz e sombra que muda ao longo do dia | Foto: Joana França/Divulgação

O que poderia ser apenas um canil funcional, ganhou outra escala com o tempo. Projetada inicialmente para abrigar os cães da raça Whippet do casal, a residência encantou os proprietários, que viram nela um retiro afetivo, onde a arquitetura se funde à paisagem e cada detalhe convida ao convívio, à pausa e à presença.

Os brises metálicos com acabamento amadeirado garantem conforto térmico, permeabilidade visual e harmonia estética com o entorno natural | Foto: Joana França/Divulgação

Implantado em um condomínio de chácaras, no interior de Goiás, o projeto concebido pelos arquitetos Tati Tavares e Alex Dalcin, do TTDA Arquitetura (@ttadarquitetura), foi pautado na busca pelo essencial. A proposta: construir o mínimo necessário para viver bem – com conforto, fluidez e integração com a paisagem.

O concreto aparente marca o volume principal da casa e contrasta com a leveza das aberturas e da cobertura metálica | Foto: Joana França/Divulgação

O concreto, o aço e a madeira compõem uma arquitetura que não impõe, mas se encaixa. As grandes aberturas dissolvem as fronteiras entre o dentro e o fora, permitindo que a natureza circule livremente.

Grandes aberturas integram os ambientes internos à área verde, favorecendo liberdade de circulação entre humanos e cães | Foto: Joana França/Divulgação

A casa principal conta com uma suíte master no volume central e dois quartos de hóspedes camuflados por brises laterais estrategicamente posicionados.

O estar externo convida à convivência informal, combinando formas curvas, texturas naturais e estrutura leve | Foto: Joana França/Divulgação

O programa social é totalmente integrado: cozinha, sala de estar e jantar se conectam sem barreiras, acolhidas pela varanda frontal. Do lado de fora, o projeto se completa com a casa do cuidador e as estruturas dedicadas aos cães – funcionais, sim, mas tratadas com o mesmo cuidado estético do conjunto.

A área social interna é integrada em um único volume, com circulação fluida entre os usos | Foto: Joana França/Divulgação

É uma morada onde o tempo desacelera, o silêncio acolhe e a arquitetura serve à vida. Um lugar onde tudo – até o essencial – é tratado com presença e intenção.

“Mais do que projetar um espaço, buscamos criar uma atmosfera onde o tempo desacelera e o essencial ganha forma.” — ALEX DALCIN

A suíte principal, assim como todo o projeto, é pautada na busca pelo essencial para viver bem: conforto, fluidez e afeto | Foto: Joana França/Divulgação

“Aqui, o morar é leve. Não há excessos. Só o necessário, bem pensado. Só o que faz sentido, de verdade.” — TATI TAVARES

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