Casa de Estevão Toledo revela acervo afetivo e trajetória criativa do designer

Entre peças herdadas, obras de arte e criações autorais, o espaço funciona como um manifesto íntimo de identidade, memória e expressão
O designer Estevão Toledo em sua casa-manifesto, sentado na poltrona Sinhazinha, criação autoral que sintetiza sua pesquisa sobre forma, memória e identidade | Foto: Gabriel Gimenes/Divulgação

Em seu refúgio, Estevão Toledo (@estevaotoledo) constrói um território onde cada objeto é testemunha de histórias e verdades. Peças que atravessam gerações como guardiãs de identidade. Entre elas, os castiçais herdados da família, cada um de uma época distinta, que iluminam silenciosamente o percurso do tempo.

No centro desse acervo afetivo está a poltrona Sinhazinha, criada para uma exposição em Paris. Esculpida em madeira com a delicadeza de quem modela tecido, ela desafia a rigidez do material e se afirma como manifesto de autenticidade e essência.

No chão, um quadro de Dea Cullen, inspirado nele e em sua esposa, a arquiteta Pamela Caszely, traduz cumplicidade. Já na parede, a tapeçaria de Ana Vaz abre um horizonte poético: um anjo voando entre cactos, metáfora de esperança que floresce mesmo diante do árido.

Entre tantas relíquias, uma ocupa lugar insubstituível: a escultura Mulher e cestas de peixes, criada por sua mãe. Símbolo de fartura, ela serve de inspiração para a trajetória criativa de Estevão.

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