Cianó Ateliê transforma a rara flor Puya em delicada cianotipia

Fundado por Miriã Régis e Dalton Filho, o ateliê resgata processos fotográficos artesanais para eternizar paisagens, espécies e memórias em diferentes tons de azul
Puya. Técnica: Cianotipia em papel Canson Montval 300 g. Dimensões: 60 x 80 cm | Foto: Divulgação

Entre as montanhas da Cordilheira Branca, em Huaraz, no norte do Peru, uma espécie de planta rara chama a atenção por sua imponência e pelo ciclo singular de vida. A Puya, bromélia andina que pode atingir até 12 m de altura, floresce apenas uma vez ao longo de aproximadamente um século, tornando-se símbolo de resistência e permanência na paisagem.

Foi justamente essa presença marcante que inspirou a obra Puya, criada pelo Cianó Ateliê (@cian.o_). Fundado por Miriã Régis e Dalton Filho, o estúdio se dedica à pesquisa e produção de trabalhos em cianotipia, técnica fotográfica artesanal desenvolvida no século XIX e reconhecida pelos característicos tons de azul profundo.

Na obra, a imagem da planta é transformada em uma composição delicada que traduz a grandiosidade da espécie e a atmosfera silenciosa das montanhas andinas. O resultado é um encontro entre natureza, memória e processo manual, em que o instante registrado pela fotografia ganha novos significados por meio da impressão artesanal.

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