Fernanda Alvarez aponta referências que guiam a sua produção artística

Na seção It’s Me, da edição 68 da IT•HOME, a artista visual compartilha inspirações que atravessam sua pesquisa criativa, de Julio Le Parc aos Irmãos Campana e Ingo Maurer
Para Fernanda Alvarez, a criação nasce da intuição, da espiritualidade e da força interior como linguagem visual | Foto: Divulgação

Artista visual brasileira, Fernanda Alvarez (@fernandaalvarez.art) desenvolve uma pesquisa orientada pela intuição e pela espiritualidade como campos de conhecimento. Sua prática investiga a força interior como matéria invisível, traduzida em cor, textura e escolha de materiais.

Entre artistas e designers que transformam percepção, matéria e luz em experiência, seu repertório revela um olhar sensível para a arte como território de emoção e descoberta.

Ingo Maurer

Luminária pendente “Zettel’s”, de Ingo Maurer | Foto: Divulgação

“Em Ingo Maurer, reconheço a capacidade de transformar a luz em linguagem emocional. Sua obra transcende a função luminotécnica e se inscreve no campo da poesia espacial. A luz deixa de ser recurso técnico e passa a ser gesto, narrativa, atmosfera. Um elemento que ativa o espaço e cria estados de espírito.”

Irmãos Campana

Poltrona “Banquete”, dos Irmãos Campana | Foto: Divulgação

“Nos Irmãos Campana encontro uma liberdade radical que desloca hierarquias materiais e valoriza o fazer manual como ato de resistência e invenção. A experimentação não é mero exercício formal, mas um posicionamento. A beleza nasce do inesperado, do improviso, daquilo que escapa ao controle industrial.”

Julio Le Parc

“La Longue Marche”, de Julio Le Parc | Foto: Divulgação

“Já em Julio Le Parc se amplia minha compreensão sobre movimento e percepção. Sua obra rompe a passividade do espectador e o convoca à experiência ativa. A arte deixa de ser objeto estático para se tornar acontecimento. Ela se realiza no encontro entre luz, tempo e olhar, transformando percepção em participação.”

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