
Biografia ambiental
Conceito propõe reviver as moradias do passado e as experiências dentro daqueles espaços para, a partir dos materiais, formas, texturas e cores de nossas lembranças afetivas, construir novas boas memórias com influência de momentos felizes Por Fernanda Olinto*, colunista Poucos já ouviram falar sobre biografia ambiental ou já tenham feito a sua. Esse termo e processo se desenvolveu em uma sala de aula de arquitetura e urbanismo, em 1979, quando a professora Clare Cooper Marcus* decidiu solicitar aos seus alunos que compusessem suas então -biografias ambientais. Com o intuito de instigar os alunos a enxergarem conexões profundas entre ambientes significativos de suas histórias e o caminho que seria condizente seguirem em suas vidas profissionais, essa nova prática nortearia suas escolhas. A biografia ambiental era então a história de cada aluno contada em forma de suas casas já vividas. Revirava o passado ambiental deles para possivelmente indicar suas reais vocações e guiar indiretamente suas decisões sobre arquitetura e design. Ou seja, reviver as moradias do passado e as experiências dentro daqueles espaços, para assim tornar possível construir uma linha do tempo indicativa de um estilo profissional e individual ainda escondido, mas que eventualmente viria à tona.












