Dimitrih Correa ressignifica a madeira em peças de design autoral com memória e identidade

Do ateliê carioca às exposições em Milão, Paris e Nova York, o designer transforma madeira reaproveitada em peças que carregam memória, identidade e um acabamento de excelência
O designer Dimitrih Correa em seu ateliê, com a madeira reaproveitada que é matéria-prima e assinatura do seu trabalho | Foto: Philipe Martini/Divulgação

A madeira é memória e metáfora no trabalho de Dimitrih Correa (@dimitrih.correa). Do berço artesanal erguido pelo pai em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, às vitrines internacionais, o designer carioca construiu uma trajetória que tem no material a sua essência.

A Cadeira Perê, de Dimitrih Correa, combina assento e encosto de madeira com palha e base de aço, sintetizando a linguagem do designer entre tradição e contemporaneidade | Foto: Divulgação

Formado pela UFRJ, com especialização no Dublin Institute of Technology, Dimitrih circulou por estúdios no Brasil e na Irlanda, explorando linguagens e elementos. Mas foi na madeira reaproveitada que encontrou sua voz. Um material vivo, que carrega marcas do tempo e histórias – e que ele ressignifica em criações que dialogam com aço inox, latão e couro, sempre guiadas por detalhes minuciosos e um acabamento refinado.

A escrivaninha Cantilever, de Dimitrih Correa, revela o cuidado construtivo do designer: gaveta integrada, tampa removível e base de aço em diálogo com a madeira reaproveitada | Foto: Divulgação

Premiado em concursos nacionais e já presente em exposições em Milão, Paris e Nova York, Dimitrih reafirma seu lugar no cenário do design. Entre os destaques recentes, a cadeira Perê, no MAC Niterói, e a luminária Ruídos, na Paris Design Week, consolidam sua obra como ponte entre ancestralidade e contemporaneidade.

A poltrona Naoshima reúne os três materiais da linguagem de Dimitrih Correa: madeira reaproveitada, aço inox e couro, em uma composição que equilibra robustez e elegância | Foto: Divulgação

“Transformo materiais redescobertos em peças com alma, feitas para durar” — DIMITRIH CORREA

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