
Dezembro: mês do arquiteto
A arquiteta Thais Ruiz faz uma reflexão sobre as transformações da profissão e o caminho ainda a percorrer Mais um mês dos arquitetos e procuramos enxergar o que mudou. As transformações na profissão são tantas que é até difícil dar o primeiro exemplo, das ferramentas de trabalho até a forma que somos vistos atualmente. Migramos da absoluta elitização e chegamos à popularização da contratação dos nossos serviços. Hoje estamos representados, inclusive, nos serviços assistenciais; afinal, como sabemos, moradia digna é direito de todos. Esse único fato já é motivo suficiente para uma grande comemoração. Fazendo uma conta rápida, de cabeça mesmo, conseguimos ter ideia de quantos profissionais de arquitetura são lançados no mercado de trabalho a cada ano. E são muitos. Analisando isso e pensando no conceito de que somente um único público, a elite, poderia contratar nossos serviços, fica fácil imaginar o desespero de um recém-formado, principalmente se ele, da mesma maneira que eu, vem de uma classe social que não se enquadrava na lista dos possíveis clientes de arquitetura. Por isso, devemos dizer em alto e bom tom: “que bom que isso mudou”! Difícil ainda é entender os motivos para que, durante muito












