
A vida entre estilo e EPI
Por Thaiz Ruiz, colunista* Escutamos o tempo todo que arquitetas e designers devem ser estilosas e devem carregar a assinatura do trabalho na sua imagem pessoal. Também ouvimos que a boa profissional está presente na obra, conhece as dificuldades das construções e instalações, e só a experiência do canteiro garantirá a bagagem necessária para elaborar um bom projeto. Duas verdades inquestionáveis. Já pensou que difícil é gerenciar essas duas necessidades tão distintas? Obra não é um ambiente fácil. O pó do mármore acaba com o cabelo; a roupa preta, quase uma regra no guarda-roupa dos profissionais de arquitetura, fica imprestável depois de um curto período dentro do canteiro, e uma simples conferida nos revestimentos pode acabar com a unha daquelas mais vaidosas. Ah, quanta futilidade! Ué, mas não são exatamente essas preocupações que são cobradas dentro do nosso meio? Tão difícil administrar as inúmeras expectativas que colocam sobre nós. E no dia que a necessidade da estética sobrepõe a da vida prática na obra a cobrança não é mais leve. Nem bem entramos e já escutamos “cadê a bota?” daquele que não faz questão nenhuma de estar devidamente paramentado. (Vale lembrar que sapatênis, tênis ou













