
Mais do que matéria, os tecidos sustentáveis revelam uma mudança na forma de criar, consumir e habitar. Entre fibras naturais, processos responsáveis e novas tecnologias, o que se transforma não é apenas o material, mas a relação que estabelecemos com ele.
Na moda e na decoração, os tecidos surgem como uma interface sensível entre corpo, espaço e planeta – superfícies que respiram, acolhem e carregam, em cada trama, escolhas conscientes. Nesta edição, convidamos o arquiteto Paulo Andrade (@arq.pauloandrade) e a diretora executiva da Tufi Duek e da Skazi, Tanara Hannich, para refletir sobre essa nova maneira de pensar o tecido: menos como tendência, mais como posicionamento.
Um olhar para o décor | PAULO ANDRADE

Mais jovem arquiteto a participar de uma edição de CASACOR Bahia, Paulo Andrade surge como expoente da nova geração, com projetos modernos e autênticos.
Os tecidos sustentáveis representam uma nova direção no design contemporâneo. Produzidos com fibras naturais ou recicladas, como o PET reaproveitado, reduzem impactos ambientais e incentivam a economia circular. Mais do que uma tendência, refletem uma mudança estrutural na forma de criar e consumir, unindo estética, inovação e compromisso ambiental.
“Trabalhar com tecidos sustentáveis é transformar matéria em propósito. Seja na moda, seja na arquitetura, cada escolha consciente também é uma forma de construir o futuro.” — PAULO ANDRADE
Um olhar para a moda | TANARA HANNICH

Diretora executiva da Tufi Duek e da Skazi, Tanara Hannich tem uma trajetória consolidada de 25 anos no mercado da moda.
Os tecidos sustentáveis são a nova pele da passarela: leves no impacto, densos em significado. Fios como algodão orgânico, viscose certificada, poliéster reciclado e linho de baixo consumo hídrico desenham roupas que respiram tempo e futuro.

Técnicas como tingimento natural, estamparia digital, desfibramento de resíduos têxteis e modelagem zero waste reduzem resíduos e preservam recursos. Cada trama guarda a memória da água poupada, da terra respeitada e das mãos que criam sem desperdício. A moda abandona o ruído do excesso e aprende a falar em permanência: cortes que atravessam estações, superfícies que envelhecem com beleza.
“Vestir é um pacto entre corpo e planeta, onde o desejo encontra a ética e a estética aprende a durar.” — TANARA HANNICH




