Por: Dan Brunini e Janaína Silva
A combinação do material da cabeceira, com a mesinha lateral e o tipo de iluminação imprime personalidade e impacta na cena de descanso do dia a dia. Abaixo, você confere 10 projetos com soluções para compor um refúgio de relaxamento.
A luz define o mood

Estilo, contraste e facilidade de limpeza levaram a arquiteta Letícia de Nóbrega a optar por uma cabeceira de MDF, no padrão pau-ferro, para este quarto de casal. Os desenhos dos veios tornam a peça mais interessante, com um toque retrô, em pura harmonia com a arandela.
Conjunto harmônico

Neste quarto de 18 m², a arquiteta Ana Toscano teve de equilibrar os gostos distintos do casal. Enquanto a esposa preferia um pouco de cor e leveza, o marido priorizava tons sóbrios e serralheria. A boa mescla uniu na cabeceira uma parte central de tapeçaria no estilo pied-de-poule, da Casavestida, com painéis de marcenaria em lâmina de carvalho natural. As mesas laterais suspensas ficam fixadas nesses painéis e recebem acabamento de laca verde pastel. Sobre elas, mini arandelas Bauhaus, da Lumini, na cor preta.
Exclusividade na medida certa

Idealizada pelos arquitetos Tiago Caligiuri e Marcela Lamonato, do escritório Calamo Arquitetos, essa cabeceira compreende um painel que se entrelaça com os outros itens. Dela parte a bancada de concreto, que faz um V e tem a função de revisteiro, além de se transformar em mesa. “Como o quarto é mais compacto, pensamos em suspender a mesa de apoio, fixá-la em painéis mais baixos, para não o tornar denso”, exemplificam.
Com a premissa de preservar o contexto urbano, bem visualizado nas cores escolhidas, como o cinza e o amadeirado, eles definiram o estilo atemporal para explorar o conforto com o uso da madeira. “A iluminação é um item primordial que, se não for bem pensada e estruturada, pode destruir o projeto. Nos quartos, a indicação é para a luz âmbar, que traz acolhimento. Aqui, optamos por trabalhar com foco baixo e mais pontual com o uso de pendentes pequenos, arandela e abajur”, revelam.
Nicho central

A marcenaria conferiu espaços extras de armazenamento sobre a cama, sem pesar na ambientação, na proposta do escritório Kobbi Cimerman Arquitetura para esta suíte de 20 m². A estrutura é dividida em três partes: a inferior e a superior em tecido verde, mais um nicho central de madeira freijó. As mesas de apoio já eram dos moradores e passaram por reformadas.
Para quem planeja reformar o dormitório, as arquitetas Catherina Cimerman e Paloma El Kobbi Safra sugerem começar a definição dos elementos sempre a partir da cabeceira. Na sequência, as mesas e o móvel oposto a ela. A iluminação vem por último, sempre personalizada. “No quarto, preferimos a iluminação indireta no cortineiro e na marcenaria e uma luz de leitura em arandelas ou abajures. As intensidades mais fracas e indiretas colaboram no relaxamento.”
Em elevação

O desejo dos moradores era ter uma cama do tamanho king e cores claras no ambiente. Assim, a definição da madeira MDF freijó do painel ripado da cabeceira acompanha o tom do taco no piso, mantém a harmonia e enfatiza o conforto da matéria-prima natural. “Para deixar o espaço mais aconchegante, instalamos fita de led da Decorlight”, explica a arquiteta Danielle Otsuka, do escritório Lilutz Arquitetura.
Jogo de encaixe

Ao buscar uma atmosfera mais boho, calma e suave para este dormitório, a dupla Bruno Reis e Helena Kallas, do Madril Arquitetura, usou a palha natural para produzir a cabeceira. O ambiente exigia espaço de armazenamento sem confinar a área da cama. “Optamos por dar continuidade ao guarda-roupa do lado esquerdo e desenhamos a mesinha como parte do design do móvel”, explicam. A iluminação indireta deixa tudo mais aconchegante. As luminárias são do acervo pessoal dos moradores.
Apoio emoldurado

A reforma deste dormitório garantiu aconchego e conforto aos moradores, além de armários mais espaçosos. A arquiteta Michelle Machado aproveitou os dois pilares que se sobressaem da parede para encaixar a cabeceira estofada de linho sintético no tom cinza e evidenciou a composição com o revestimento rústico, da Castelatto, que sobe pela parede. As mesas de apoio eram do acervo da família e as tonalidades mais neutras deram liberdade ao uso de cores mais intensas e marcantes em outros pontos do quarto.
Conforto funcional

A cabeceira feita de couro ecológico é de fácil limpeza e ideal para alérgicos, como é o caso das moradoras desse apartamento de 83 m². A partir dessa definição, as profissionais do escritório Pixel Arquitetura elegeram os demais elementos, que se comunicam em relação ao estilo, a fim de tornar a ambientação agradável e com personalidade. “As luminárias remetem ao industrial. Há um ponto central com luz difusa, para atender o cômodo, e especificamos iluminação indireta no cortineiro, com pontos focais com mini dicróica que valorizam o painel”, descrevem.
Efeito alongado

A cabeceira feita de MDF e instalada na extensão de toda a parede confere a sensação de alongamento, minimiza os acabamentos diferentes e resulta em uma composição mais ampla e uniforme nesse flat, que passou por uma reforma sob o comando da designer de interiores Shirlei Proença. Pequenas e com pouca estrutura, as mesinhas laterais trazem leveza e delicadeza. A luz é baixa e pontual para valorizar o aconchego. “Como o local é pequeno, ela [luz] surge indireta com perfis embutidos na marcenaria, sancas e arandelas. Na iluminação geral, há trilhos com spots, todos da Black Angel”, conta Shirlei.
Memorabilia em evidência

A reforma no apartamento contemplou a ampliação desta suíte e remodelação do layout, que possibilitou criar um closet. O destaque da nova decoração são os acabamentos rústicos, como o cimento queimado no teto e a parede de tijolinhos aparentes, descascados de forma irregular. “Os móveis soltos já faziam parte do acervo do morador, entre eles as mesas laterais e a cabeceira, trazidas de Nova York, cidade em que viveu”, conta a arquiteta Vinicia Brandão, que promoveu uma interessante mistura dos estilos boho e industrial.
A iluminação é sutil e feita de forma periférica com o uso de duas arandelas que ajudam a projetar um cenário. A dupla de abajures auxilia nas leituras noturnas. Os objetos e itens de décor contam a história de vida do morador e criam uma ambientação harmônica e bem autoral.




